Ela sabia. Disse que apenas sabia.
Mas como poderia? Apenas com o olhar?
Relembrou-a
Palavras não eram ditas
Risos surgiam forçados
O passado era triste
No presente, medo
O futuro inexistente
Sempre soube.
Suas almas, distantes
Desespero. Não era para ser assim
Músicas falham em explicar,
Nem mesmo conseguem ajudar
Como que lágrimas diferentes.
Nada descrevia o sentimento.
Uníco...
Sem pulo. Sem fim.
Haveriam momentos.
Algum dia teria vida.
A chuva começava a cair
A brisa machucava
Não havia como me proteger
Na reza, o perdão de Deus
O descanso de Cupido
Uma porta que se fechou.
O sonho explicava
A vida era escura
Como continuar?
Seria amor (sabia que não)
Para que, então?
Não haveria como
E ela sabia disso
E ele sabia disso
Sempre souberam
Lágrimas caíram
Por ele não ter chorado
Não ter sentido como ela
A pontada era apenas maior
Deveria ser, mas não era
Poderia ter sido.
Deram as contas.
Por Dom Schulz
Nenhum comentário:
Postar um comentário