domingo, 15 de março de 2015

Ela sabia

Ela sabia. Disse que apenas sabia.
Mas como poderia? Apenas com o olhar?
Relembrou-a

Palavras não eram ditas
Risos surgiam forçados
O passado era triste
No presente, medo
O futuro inexistente
Sempre soube.

Suas almas, distantes
Desespero. Não era para ser assim

Músicas falham em explicar,
Nem mesmo conseguem ajudar
Como que lágrimas diferentes.
Nada descrevia o sentimento.
Uníco...

Sem pulo. Sem fim.
Haveriam momentos.
Algum dia teria vida.

A chuva começava a cair
A brisa machucava
Não havia como me proteger

Na reza, o perdão de Deus
O descanso de Cupido
Uma porta que se fechou.

O sonho explicava
A vida era escura
Como continuar?
Seria amor (sabia que não)

Para que, então?
Não haveria como
E ela sabia disso
E ele sabia disso
Sempre souberam

Lágrimas caíram
Por ele não ter chorado
Não ter sentido como ela
A pontada era apenas maior

Deveria ser, mas não era
Poderia ter sido.
Deram as contas.

Por Dom Schulz

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